Não te recordo.
Estás no meu coração, na alma, no pensamento...
Estás em mim e em mim vives enquanto eu viver
Tenho-te especialmente o sorriso
Que se via (vê) e sentia(sente)ao longe
Em todos os dias que vivo
Há um canto em mim para ti
Vejo-te nos jogos de Basquetebol
Nas cartadas na sede do Desportivo
Na biblioteca do liceu onde íamos às vezes (lembras-te da funcionária nazi que passava o tempo a fulminar-nos com o olhar e com um shiu?)
Nos intervalos das aulas
Sentados no chão de fora, encostados à parede
Das conversas, às vezes discussões tornadas (mas fixes)
De como fiquei zangada por teres provocado a minha 1ª lesão a sério, quando saltaste por cima das minhas pernas, apoiadas entre duas bancadas do laboratório de F.Q
Tinha de ser logo "entorse com luxação", muletas durante um mês.
Hi, hi... tranportavas os livros e a mochila, o tabuleiro da cantina... eram só mimos!
Quando passo à tua porta
Oiço música na tua sala
É fixe... Dire Straits, U2, Sérgio Godinho, Trovante...
Rio-me muitas vezes e sempre
Quando te olho vestido com uma camisa de noite minha
Um ursinho também meu na mão
Sim, naquela jantarada em minha casa
Foi muito fixe... as pizzas ficaram tão boas!
e também
As jantaradas e noitadas em casa do Rui... conversas surrealistas, francas, boas...
de amigos para sempre...
Gosto muito do "PRINCIPEZINHO".
Às vezes pareces-me ele...
"Não conseguiu dizer mais nada. Desatou bruscamente a soluçar. A noite caíra. Eu tinha largado as ferramentas. Estava-me nas tintas para o meu martelo, a minha cavilha, a sede e a morte.
Havia, numa estrela, um planeta, o meu, a Terra, um pricipezinho a consolar! Tomei-o nos braços. Embalei-o.Dizia-lhe : «A flor que amas não está em perigo... vou desenhar uma protecção para a tua flor...vou...» Não sabia muito bem o que dizer. Sentia-me muito desajeitado. Não sabia como me aproximar dele, onde juntar-me a ele... O país das lágrimas é tão misterioso!"
"Aquilo que vejo não passa de uma casca. O mais importante é invisível..."
Gosto muito do Mia Couto...
-"Porque demoraste tanto?"
- "Não fui eu, tia. Foi o tempo."
- "É que, assim, acredito que nunca morreu ninguém".
Tu não, meu querido amigo... nunca
Tu não, Zémi... ou Zé Mi (será que alguma vez escrevi o teu nome, ou só o disse?)...
Não, é Zé Mi, eu sei...
Sempre aqui
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Penso que seja o Zé Mi de que o João já me falou. As perdas custam mesmo muito e nunca estaremos à altura delas. Um beijo enorme amiga.
ResponderEliminar