uma mãe nova!
Num destes dias, estava a colocar a "tralha" toda para iniciar a minha aula de Natação para bébés quando entra uma das minhas paquerruchas e tonta de alegria dispara: " Sabes Cris, vou ter uma mãe nova ".
" Que fixe! Tenho a certeza que é uma mãe muito fixe "!
" E sabes? O meu mano também vai comigo... e vamos ter a mesma mãe e o mesmo pai ".
" Incrível... isso é mesmo muiiito fixe! "
" Eu gostava que o meu pai tivesse bigode! "
" Sabes, se ele não tiver bigode podes pegar numa caneta e fazer-lhe um bigode mesmo como tu queres. Acho que ele ía gostar... "
" Eh, essa é uma boa ideia! "
A meio da aula a pequerrucha agarrou-se ao meu pescoço, entrelaçou as pernas à volta da minha cintura, olhou-me bem nos olhos e disse muito séria: " O que eu queria mesmo é que fosses tu a minha nova mãe... e a do meu mano. Podes ser? "
E os meus olhos ficaram marejados de lágrimas... e apertei-a num abraço quente e sorridente e eterno... tão eterno como o que fica em mim destas minhas pequerruchas!
Sempre e sempre...
:)
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Definição de paraíso (pequenina) !
" Mãe, sabes o que é um paraíso?"
" O que é?"
" É um sítio onde todos os nossos desejos se realizam e onde há praias assim brilhantes, como esta, tás a ver?" (e mostra-me o desenho que está a fazer).
E eu não consigo encontrar definição mais brilhante... nem imaginar desenho tão giro!
" O que é?"
" É um sítio onde todos os nossos desejos se realizam e onde há praias assim brilhantes, como esta, tás a ver?" (e mostra-me o desenho que está a fazer).
E eu não consigo encontrar definição mais brilhante... nem imaginar desenho tão giro!
Gosto de pensar que o que escrevo aqui...
... vai parar às estrelas!
Xi, há quanto tempo eu não vinha a este sítio! Cheguei a pensar que este meu cantinho tinha desaparecido e estava algures perdido no ciberespaço (pode dizer-se?)!
Mas afinal não... e o que vale é ter um amigo muito fixe que me ajuda a encontrar os meus cantinhos sempre que me perco deles ou eles de mim! Mesmo por telefone...
Tenho montanhas de coisas para postar (continuo a achar esta palavra muiiito estranha), mas hoje não me vou alongar muito... é que amanhã entro muito cedo!
Conversas tardias
" Sabes mãe? " (a pequenina) "Quando for grande quero ser 1ª ministra".
" A sério?"
(esqueçam as "")...
Sim.
Fixe.
Hum, não... acho que antes quero ir dar aulas como tu... e na tua escola, pode ser?
Claro. Podes ser o que quiseres!
Tu ainda vais lá estar um bocado, não vais? Quando eu for para lá dar aulas?
Hum, hum... de certeza!
E também quero dar natação.
Ok! Mas olha que ser 1ª ministra é muito mais importante.
Não, não é!
Ah não?
E por acaso o 1º ministro ensina alguém a nadar? E a jogar Basquetebol? E a fazer Acrobática? Ah, pois é... (adoro esta expressão dela, principalmente a maneira tão gira e convicta como o diz).
Tens razão miúda... podes ser o que quiseres que vai ser sempre o mais importante! :)
Xi, há quanto tempo eu não vinha a este sítio! Cheguei a pensar que este meu cantinho tinha desaparecido e estava algures perdido no ciberespaço (pode dizer-se?)!
Mas afinal não... e o que vale é ter um amigo muito fixe que me ajuda a encontrar os meus cantinhos sempre que me perco deles ou eles de mim! Mesmo por telefone...
Tenho montanhas de coisas para postar (continuo a achar esta palavra muiiito estranha), mas hoje não me vou alongar muito... é que amanhã entro muito cedo!
Conversas tardias
" Sabes mãe? " (a pequenina) "Quando for grande quero ser 1ª ministra".
" A sério?"
(esqueçam as "")...
Sim.
Fixe.
Hum, não... acho que antes quero ir dar aulas como tu... e na tua escola, pode ser?
Claro. Podes ser o que quiseres!
Tu ainda vais lá estar um bocado, não vais? Quando eu for para lá dar aulas?
Hum, hum... de certeza!
E também quero dar natação.
Ok! Mas olha que ser 1ª ministra é muito mais importante.
Não, não é!
Ah não?
E por acaso o 1º ministro ensina alguém a nadar? E a jogar Basquetebol? E a fazer Acrobática? Ah, pois é... (adoro esta expressão dela, principalmente a maneira tão gira e convicta como o diz).
Tens razão miúda... podes ser o que quiseres que vai ser sempre o mais importante! :)
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Para ti...
... que também fazes anos!
" As minhas mãos mantêm as estrelas,
Seguro a minha alma para que não se quebre
A melodia que vai de flor em flor,
Arranco o mar do mar e ponho-o em mim
E o bater do meu coração sustenta o ritmo das
[coisas."
Este poema chama-se " As minhas mãos ".
... e é dela, que eu tanto gosto!
Parabéns!
Eh, não ligues à hora... já sabes que este meu blog tá num fuso horário maluco. Mas já é mesmo dia 5 de Novembro! :)
" As minhas mãos mantêm as estrelas,
Seguro a minha alma para que não se quebre
A melodia que vai de flor em flor,
Arranco o mar do mar e ponho-o em mim
E o bater do meu coração sustenta o ritmo das
[coisas."
Este poema chama-se " As minhas mãos ".
... e é dela, que eu tanto gosto!
Parabéns!
Eh, não ligues à hora... já sabes que este meu blog tá num fuso horário maluco. Mas já é mesmo dia 5 de Novembro! :)
Porque...
... fazes anos!
" Olhem atentamente esta paisagem de modo a terem a certeza de a reconhecer, se viajarem um dia em África, no deserto. E se vos acontecer passarem lá, suplico-vos, não se apressem, esperem um pouco sob a estrela! Então se uma criança for ter convosco, se ela rir, se tiver cabelos dourados, se não responder quando lhe fazem perguntas, adivinharão de quem se trata.
Então sejam amáveis! Não me deixem assim tão triste: escrevam-me depressa dizendo que ele voltou... "
" E nenhuma pessoa crescida compreenderá nunca como isso pode ter tanta importância"
... um dos meus finais preferidos!
Todos os :)s do mundo, pai!
" Olhem atentamente esta paisagem de modo a terem a certeza de a reconhecer, se viajarem um dia em África, no deserto. E se vos acontecer passarem lá, suplico-vos, não se apressem, esperem um pouco sob a estrela! Então se uma criança for ter convosco, se ela rir, se tiver cabelos dourados, se não responder quando lhe fazem perguntas, adivinharão de quem se trata.
Então sejam amáveis! Não me deixem assim tão triste: escrevam-me depressa dizendo que ele voltou... "
" E nenhuma pessoa crescida compreenderá nunca como isso pode ter tanta importância"
... um dos meus finais preferidos!
Todos os :)s do mundo, pai!
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Já agora...
Clube de Patinagem e "Namoro com violência não é amor" tem tudo a ver, né?
Estão a ver a ligação, não estão? Hã, ok... depois faço-vos um desenho (aviso já que não sou boa a fazer desenhos).
:):)
Ah, a pequenina já disse que quer ir à próxima sessão. Está prometido!
Estão a ver a ligação, não estão? Hã, ok... depois faço-vos um desenho (aviso já que não sou boa a fazer desenhos).
:):)
Ah, a pequenina já disse que quer ir à próxima sessão. Está prometido!
Coisas soltas!
São mesmo coisas soltas, daqui e dali...
Tempos de queda:
Na sexta feira estive a jogar Futebol com uns alunos do 9ºano (faltava um jogador). Claro que disse logo que para a baliza não ía (que seca...). Foi mesmo muito fixe, diverti-me imenso. O único senão foi ter dado um malho e esfarrapado os braços (aquele piso é mesmo bom para o efeito), o que me fez andar de manga comprida durante uns dias (estranho na minha pessoa). Só restam umas marcas de esfoladelas... mas foi muito fixe!
Eu e um colega metemo-nos num projecto com duas turmas do 9ºano relacionado com o tema da violência, neste caso o lema é "Namoro com violência não é amor", e que é divulgado pelo Clube de Patinagem de Lisboa.
As sessões começaram na semana passada e os alunos adoraram aprender a andar de patins em linha e de skate. Eu fiquei com o bichinho, e hoje lá pedi ao organizador responsável se também podia andar de patins (já há muito tempo que não o fazia). Ele disse logo que sim e lá enfiei uns patins em linha nos pés... xi, fiquei muito mais longe do chão!
E depois? Bem, depois foi começar a deslizar, primeiro com algum medo mas depois com uma velocidade já considerável. No final chegaram os saltos. Começámos por saltar por cima de objectos mais baixos (um skate virado, dois skates virados) e depois por cima de objectos mais altos (uma caixa de plástico, daquelas de transportar fruta, ao alto). Confesso que hesitei um bocado... mas depois lá tentei e... consegui! Na terceira tentativa... au, espalhei-me e lá fiquei um bocado pisadita do lado esquerdo. E ainda levei com a boca do professor ("a professora é magricela, por isso dói mais"! Obrigadinha, como se diz por terra Lisboeta...
Eh, eh... mas foi muito fixe! :)
Começa hoje a melhor Liga do Mundo de Basquetebol...e o LeBron vai jogar por Miami... e Kobe Bryant inicia a 15ª época na NBA, sempre ao serviço dos LA Lakers, onde já conquistou cinco títulos. Só lhe falta um para igualar Michael Jordan (que só jogou 12 temporadas e meia). Só é pena o jogo ser às 00:30... hora chata para quem tem de se levantar cedo... sim cedo, há quem se levante cedo. :) Vamos lá ver se consigo pôr a gravar... dãããã!
Oh, tenho sono! Tinha mais coisas daqui e dali para postar (que palavra estranha, será que existe mesmo?).
Até já...
Tempos de queda:
Na sexta feira estive a jogar Futebol com uns alunos do 9ºano (faltava um jogador). Claro que disse logo que para a baliza não ía (que seca...). Foi mesmo muito fixe, diverti-me imenso. O único senão foi ter dado um malho e esfarrapado os braços (aquele piso é mesmo bom para o efeito), o que me fez andar de manga comprida durante uns dias (estranho na minha pessoa). Só restam umas marcas de esfoladelas... mas foi muito fixe!
Eu e um colega metemo-nos num projecto com duas turmas do 9ºano relacionado com o tema da violência, neste caso o lema é "Namoro com violência não é amor", e que é divulgado pelo Clube de Patinagem de Lisboa.
As sessões começaram na semana passada e os alunos adoraram aprender a andar de patins em linha e de skate. Eu fiquei com o bichinho, e hoje lá pedi ao organizador responsável se também podia andar de patins (já há muito tempo que não o fazia). Ele disse logo que sim e lá enfiei uns patins em linha nos pés... xi, fiquei muito mais longe do chão!
E depois? Bem, depois foi começar a deslizar, primeiro com algum medo mas depois com uma velocidade já considerável. No final chegaram os saltos. Começámos por saltar por cima de objectos mais baixos (um skate virado, dois skates virados) e depois por cima de objectos mais altos (uma caixa de plástico, daquelas de transportar fruta, ao alto). Confesso que hesitei um bocado... mas depois lá tentei e... consegui! Na terceira tentativa... au, espalhei-me e lá fiquei um bocado pisadita do lado esquerdo. E ainda levei com a boca do professor ("a professora é magricela, por isso dói mais"! Obrigadinha, como se diz por terra Lisboeta...
Eh, eh... mas foi muito fixe! :)
Começa hoje a melhor Liga do Mundo de Basquetebol...e o LeBron vai jogar por Miami... e Kobe Bryant inicia a 15ª época na NBA, sempre ao serviço dos LA Lakers, onde já conquistou cinco títulos. Só lhe falta um para igualar Michael Jordan (que só jogou 12 temporadas e meia). Só é pena o jogo ser às 00:30... hora chata para quem tem de se levantar cedo... sim cedo, há quem se levante cedo. :) Vamos lá ver se consigo pôr a gravar... dãããã!
Oh, tenho sono! Tinha mais coisas daqui e dali para postar (que palavra estranha, será que existe mesmo?).
Até já...
domingo, 17 de outubro de 2010
Tou com sono,
mas não resisto!
Pintinhas, a minha, nossa pequenita, está com varicela!
E podem crer que é a varicela mais engraçada e divertida de que reza a história ou de que há lembrança.
É uma varicela de cócegas, brincadeira e muita risota na hora de pintalgar as borbulhas com Betadine.
E pintalgamos as três: eu, a pequenina e a Pintinhas (mais conhecida por pequenita)!
E a Pintinhas já diz tanta coisa... e todas as coisas da maneira mais engraçada que possam imaginar...
Deixo algumas palavras (e respectivo sinónimo)... as frases ficam para depois, por causa do João Pestana!
"Borbulha, é meu, chichi, nãããooo, pata, fata, vó fata, ééé?, queo (quero), áua (água), Sofia, Joge (Jorge), Cala (Carla), Ina (vó Lina), Fenandooo (Fernando), paia (praia), paque (parque), Roque, Bá, Luí (Luís)... e tantas coisas mais!
Fazem-me sempre sorrir ou rir à gargalhada, mesmo quando às vezes a meio da noite (tipo quatro da manhã) a vou encontrar sentada na cama, com o dedo em riste a dizer (mais ordenar):papa! Queo PAPA!
E não é que ela quer mesmo..
:) :) :) muito doces e lambusados para ti, minha Pintinhas!
Pintinhas, a minha, nossa pequenita, está com varicela!
E podem crer que é a varicela mais engraçada e divertida de que reza a história ou de que há lembrança.
É uma varicela de cócegas, brincadeira e muita risota na hora de pintalgar as borbulhas com Betadine.
E pintalgamos as três: eu, a pequenina e a Pintinhas (mais conhecida por pequenita)!
E a Pintinhas já diz tanta coisa... e todas as coisas da maneira mais engraçada que possam imaginar...
Deixo algumas palavras (e respectivo sinónimo)... as frases ficam para depois, por causa do João Pestana!
"Borbulha, é meu, chichi, nãããooo, pata, fata, vó fata, ééé?, queo (quero), áua (água), Sofia, Joge (Jorge), Cala (Carla), Ina (vó Lina), Fenandooo (Fernando), paia (praia), paque (parque), Roque, Bá, Luí (Luís)... e tantas coisas mais!
Fazem-me sempre sorrir ou rir à gargalhada, mesmo quando às vezes a meio da noite (tipo quatro da manhã) a vou encontrar sentada na cama, com o dedo em riste a dizer (mais ordenar):papa! Queo PAPA!
E não é que ela quer mesmo..
:) :) :) muito doces e lambusados para ti, minha Pintinhas!
Incompleto...
Quando eu for eu
e deixar de ser o que sou agora...
Quando eu for eu
e não voltar a ser o que agora sou!
Quando eu for eu e
puder voar entre as nuvens
Pairar na imensidão...
Tenho o resto, mas não vou postar agora... talvez um dia, talvez!
e deixar de ser o que sou agora...
Quando eu for eu
e não voltar a ser o que agora sou!
Quando eu for eu e
puder voar entre as nuvens
Pairar na imensidão...
Tenho o resto, mas não vou postar agora... talvez um dia, talvez!
Há algum tempo escrito!
08/08/2010
Meu querido pai
Faz hoje dois anos que partiste.
Faz hoje dois anos que nessa estrela te transformaste...
A estrelinha do avô Augusto!
Procuro-te no céu, mas não te vejo
Está nublado.
Mas sinto-te por detrás dessas nuvens...
Sei que nos guardas a todos nós.
As tuas netas que crescem de dia para dia!
Sabes pai, tem sido difícil
Está a ser muito duro!
Sei que acreditas em mim
Eu também acredito
As minhas filhas valem tudo!
Outro dia estive na "ala" dos pequenitos (aquela que tu achavas impossível atravessar duas vezes).
Mas sabes,
não só é possível atravessá-la mais do que uma vez
Como também é possível permanecer...
E aqueles olhitos sedentos,
Aquelas mãos curiosas,
Aqueles sorrisos iluminados,
Aqueles xis lambusados...
Fazem querer permanecer!
Tenho uma vela acesa que a pequenina escolheu para ti,
Num sítio quase mágico,
Onde estivemos hoje!
Até já...
:) :) :)
Meu querido pai
Faz hoje dois anos que partiste.
Faz hoje dois anos que nessa estrela te transformaste...
A estrelinha do avô Augusto!
Procuro-te no céu, mas não te vejo
Está nublado.
Mas sinto-te por detrás dessas nuvens...
Sei que nos guardas a todos nós.
As tuas netas que crescem de dia para dia!
Sabes pai, tem sido difícil
Está a ser muito duro!
Sei que acreditas em mim
Eu também acredito
As minhas filhas valem tudo!
Outro dia estive na "ala" dos pequenitos (aquela que tu achavas impossível atravessar duas vezes).
Mas sabes,
não só é possível atravessá-la mais do que uma vez
Como também é possível permanecer...
E aqueles olhitos sedentos,
Aquelas mãos curiosas,
Aqueles sorrisos iluminados,
Aqueles xis lambusados...
Fazem querer permanecer!
Tenho uma vela acesa que a pequenina escolheu para ti,
Num sítio quase mágico,
Onde estivemos hoje!
Até já...
:) :) :)
sábado, 18 de setembro de 2010
Esqueci-me...
do título! Ainda agora ele aqui estava...
Mas tem mais ou menos a ver...
Capa da almofada de algodão especial e muito fresquinha, hum...
Tecidos esquisitos que fazem comichão (mesmo que muito giros), bah...
Sorrisos inesperados que nos enchem a alma, hum...
Sorrisos esperados que nos fazem lembrar, hum...
Ruído que fere enquanto comemos, bah...
Som que embala quando comemos, hum...
Silêncio que aconchega enquanto estamos,
Mãos pequeninas que me fazem festas,
Braços de pequenita que me dão xis,
Braços de pequenina que me apertam em xis que não têm fim,
Sorrir porque sim e porque não... sorrir,
Sorrisos numa mensagem... mesmo que do outro lado do mundo,
Sorrisos enviados... mesmo que de pertinho,
Hum, hum, hum...
Tenho sono... quero uma cama de nuvem e uma mantinha de algodão doce com muitas cores!
e...
já cá não vinha a algum tempo!
Venho breve... outra vez...
:)
Mas tem mais ou menos a ver...
Capa da almofada de algodão especial e muito fresquinha, hum...
Tecidos esquisitos que fazem comichão (mesmo que muito giros), bah...
Sorrisos inesperados que nos enchem a alma, hum...
Sorrisos esperados que nos fazem lembrar, hum...
Ruído que fere enquanto comemos, bah...
Som que embala quando comemos, hum...
Silêncio que aconchega enquanto estamos,
Mãos pequeninas que me fazem festas,
Braços de pequenita que me dão xis,
Braços de pequenina que me apertam em xis que não têm fim,
Sorrir porque sim e porque não... sorrir,
Sorrisos numa mensagem... mesmo que do outro lado do mundo,
Sorrisos enviados... mesmo que de pertinho,
Hum, hum, hum...
Tenho sono... quero uma cama de nuvem e uma mantinha de algodão doce com muitas cores!
e...
já cá não vinha a algum tempo!
Venho breve... outra vez...
:)
quinta-feira, 29 de julho de 2010
E fui...
... e valeu muito a pena!
Um dia destes fiz uma coisa que andava com vontade de fazer à séculos... mesmo!
Peguei-me e levei-me para a unidade oncológica de pediatria. Antes de entrar parei à porta, respirei fundo, entreabi a porta e espreitei. Pareceu-me que passou uma eternidade até que alguém, com um sorriso disse: "Vá lá, entre, não fique à porta!".
Eu retribuí o sorriso, aliviada por aparecer alguém que me puxou lá para dentro. "Hum, acho que elas (as crianças) vão gostar de si".
Quando entrei na sala onde estavam cinco crianças, senti as cabeças virarem-se na minha direcção como que a perguntarem: "Então, o que vens cá fazer?".
"Olá! Posso brincar com vocês e contar-vos histórias? Ah, e também podemos fazer jogos e vocês contarem-me histórias também... ou fazermos desenhos com muitas tintas!".
Um pequenito com olhos muito grandes saltou para o meu colo e disse: "Gosto muito da tua roupa. Tens uns calções fixes e uma camisola muito gira! ".
"Sabes, esta camisola foi uma princesa que se chama ervilha que escolheu para mim... é a preferida dela!"
"E também é a minha! Posso vesti-la só um bocadinho?"
Fiquei a olhá-lo por um momento e respondi: "Claro que sim! Vou pedir outra coisa para vestir e já ta dou."
E assim foi! Claro que a camisola rapidamente se transformou num vestido até aos pés, mas que deixou alguém muito feliz e contente.
E contei histórias fantásticas! Esqueci o livro que levava debaixo do braço, entrei no mundo mágico dos castelos, dragões, princesas, animais falantes, árvores que dançavam ao som do vento, anões, nuvens de algodão doce cor-de-rosa e de muitas cores mais... e quando dei por mim era hora daqueles meninos mágicos e doces irem almoçar e estavam todos encavalitados em cima do meu colo, pequeno demais para todos caberem sem se apertarem e apertarem-me a mim, mas de tamanho suficiente para os abraçar a todos em mim...
E no meio de beijinhos lambusados e ranhosos e xis apertados do coração, lá os levei ao refeitório, com a promessa de voltar com mais histórias fantásticas, brincadeiras e muitos miminhos... ah, e sempre com a minha camisola, agora já um bocadito lambusada com sumo e sopa. Até ficou mais gira!
Saí com lágrimas nos olhos, a escorrerem-me pela cara... mas com um sorriso de orelha a orelha!
E aqueles meninos e meninas têm tanto para nos dar, para nos ensinar!
E deram-me...
:)
:)
:)
Um dia destes fiz uma coisa que andava com vontade de fazer à séculos... mesmo!
Peguei-me e levei-me para a unidade oncológica de pediatria. Antes de entrar parei à porta, respirei fundo, entreabi a porta e espreitei. Pareceu-me que passou uma eternidade até que alguém, com um sorriso disse: "Vá lá, entre, não fique à porta!".
Eu retribuí o sorriso, aliviada por aparecer alguém que me puxou lá para dentro. "Hum, acho que elas (as crianças) vão gostar de si".
Quando entrei na sala onde estavam cinco crianças, senti as cabeças virarem-se na minha direcção como que a perguntarem: "Então, o que vens cá fazer?".
"Olá! Posso brincar com vocês e contar-vos histórias? Ah, e também podemos fazer jogos e vocês contarem-me histórias também... ou fazermos desenhos com muitas tintas!".
Um pequenito com olhos muito grandes saltou para o meu colo e disse: "Gosto muito da tua roupa. Tens uns calções fixes e uma camisola muito gira! ".
"Sabes, esta camisola foi uma princesa que se chama ervilha que escolheu para mim... é a preferida dela!"
"E também é a minha! Posso vesti-la só um bocadinho?"
Fiquei a olhá-lo por um momento e respondi: "Claro que sim! Vou pedir outra coisa para vestir e já ta dou."
E assim foi! Claro que a camisola rapidamente se transformou num vestido até aos pés, mas que deixou alguém muito feliz e contente.
E contei histórias fantásticas! Esqueci o livro que levava debaixo do braço, entrei no mundo mágico dos castelos, dragões, princesas, animais falantes, árvores que dançavam ao som do vento, anões, nuvens de algodão doce cor-de-rosa e de muitas cores mais... e quando dei por mim era hora daqueles meninos mágicos e doces irem almoçar e estavam todos encavalitados em cima do meu colo, pequeno demais para todos caberem sem se apertarem e apertarem-me a mim, mas de tamanho suficiente para os abraçar a todos em mim...
E no meio de beijinhos lambusados e ranhosos e xis apertados do coração, lá os levei ao refeitório, com a promessa de voltar com mais histórias fantásticas, brincadeiras e muitos miminhos... ah, e sempre com a minha camisola, agora já um bocadito lambusada com sumo e sopa. Até ficou mais gira!
Saí com lágrimas nos olhos, a escorrerem-me pela cara... mas com um sorriso de orelha a orelha!
E aqueles meninos e meninas têm tanto para nos dar, para nos ensinar!
E deram-me...
:)
:)
:)
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Sorry...
Gostava de partilhar com vocês, pois gosto muito... mas parece que vão ter que ir mesmo ao youtube.
Mas vão lá... acho que vale a pena!
:)
Mas vão lá... acho que vale a pena!
:)
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Apeteceu-me...
Hoje, a partir de determinada hora do dia (não sei precisar qual), apeteceu-me tirar férias de mim mesma...
Nunca vos aconteceu?
Então, despi-me de mim mesma, deixei-a com os pés colados ao chão, abri os braços e levantei vôo...
Parti e sobrevoei outros mundos, vi-os sem abrir sequer os olhos, ouvi-os no silêncio mais absoluto, senti-os sem sequer lhes tocar!
Tudo estava próximo estando longe
Tudo longe, estando tão perto
Ouvi sem ouvir
Vi sem ver...
Mas sei que riam, sorriam, gritavam, choravam!
Continuei a voar e entrei noutro mundo
E este era um mundo estranho, porque mágico
Um mundo onde os peixes tinham cores inimagináveis, saltavam fora de água e riam de felizes
Um mundo onde as camas eram feitas de nuvens de algodão doce cor-de-rosa, e nos tapávamos do frio com mantinhas de arco-íris...
Um mundo onde os elefantes (e outros animais que tal) voavam, batendo as grandes orelhas e usando a tromba para se guiarem...
Onde as abelhas não picavam, apenas faziam cócegas
Um mundo onde eu
Via sem ver...
Ouvia sem ouvir...
Sentia sem tocar... ou ser tocada!
Um mundo fora de mim mesma...
E...
..."O bom do caminho é haver volta"
:)
... e voltei a vestir-me de mim.
Nunca vos aconteceu?
Então, despi-me de mim mesma, deixei-a com os pés colados ao chão, abri os braços e levantei vôo...
Parti e sobrevoei outros mundos, vi-os sem abrir sequer os olhos, ouvi-os no silêncio mais absoluto, senti-os sem sequer lhes tocar!
Tudo estava próximo estando longe
Tudo longe, estando tão perto
Ouvi sem ouvir
Vi sem ver...
Mas sei que riam, sorriam, gritavam, choravam!
Continuei a voar e entrei noutro mundo
E este era um mundo estranho, porque mágico
Um mundo onde os peixes tinham cores inimagináveis, saltavam fora de água e riam de felizes
Um mundo onde as camas eram feitas de nuvens de algodão doce cor-de-rosa, e nos tapávamos do frio com mantinhas de arco-íris...
Um mundo onde os elefantes (e outros animais que tal) voavam, batendo as grandes orelhas e usando a tromba para se guiarem...
Onde as abelhas não picavam, apenas faziam cócegas
Um mundo onde eu
Via sem ver...
Ouvia sem ouvir...
Sentia sem tocar... ou ser tocada!
Um mundo fora de mim mesma...
E...
..."O bom do caminho é haver volta"
:)
... e voltei a vestir-me de mim.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Sem...
... título!
Pensei em escrever sobre o que me vai na alma, mas resolvi guardar só para mim (pelo menos por agora)!
Vou escrever antes sobre os amigos, se calhar sem nexo nenhum... mas muito sentimento.
Tenho pensado muito em vocês... amigos de sempre, amigos eternos. Uns muiiito antigos, outros antigos e outros não tão antigos... mas todos com um cantinho especial no meu coração, todos a ocuparam-me parte do meu cérebro (que às vezes, confesso, precisava de ser um bocadito mais avantajado), hi, hi, hi... já conhecem a ...
Que posso dizer aos meus amigos?
Primeiro que gosto muito de vocês, que mesmo quando nem sequer suspeitam estão comigo, no meu pensamento, que mesmo quando nem sequer suspeitam estou com vocês, no meu pensamento!
Os meus amigos também me fazem andar para a frente, me fazem viver, me dão abraços e sorrisos, me fazem chorar e ficar com os olhos turvos, sem conseguir ver o que estou a escrever no blog...
Os meus amigos chamam-me tola (só vou pôr aqui o mais soft, ok?), esquisita, nada normal (que gosto de entender como uma coisa boa), com um riso que parece, e passo a citar "a travagem de um carro", mas só quando me rio às gargalhadas (obrigadinha...), resmungona e refilona!
Mas também me chamam gira, cómica, divertida, magricela, mãe muito fixe, boa companhia para estar sem stress...
E eu gosto tanto de vocês, quase independentemente do que me chamarem (mas não abusem)!
Tenho uma amiga que escreve comentários no meu blog que me fazem sempre sorrir, às vezes também chorar porque é "isso mesmo"! Tenho os comentários de um amigo que gosta de viajar sem stress, de passear por uma praia que é segredo, que me passa músicas de que gosto muiiito...
Tenho uma amiga (de sangue...) que vejo muito poucas vezes. Mas quando vem traz sempre um sorriso, um miminho, um docinho, um abraço bom que eu gosto de sentir!
Tenho um amigo que, além de achar o meu riso parecido com o chiar da travagem de um carro (se calhar era camião... oh, pior ainda :) ), me olha nos olhos e percebe o que me vai na alma!
Para vocês, meus amigos, algumas coisas de que gosto.
"O bom do caminho é haver volta.
Para ida sem vinda basta o tempo."
(Curozero Muambo)
"A lua anda devagar
mas atravessa o mundo."
(Provérbio africano)
Sobre as mulheres.
"Longamente bebem
o silêncio
nas próprias mãos"
"Sobre si se debruçam
a escutar
os passos do crepúsculo"
Gosto muito de vocês, meus amigos...
sempre!
:)
Pensei em escrever sobre o que me vai na alma, mas resolvi guardar só para mim (pelo menos por agora)!
Vou escrever antes sobre os amigos, se calhar sem nexo nenhum... mas muito sentimento.
Tenho pensado muito em vocês... amigos de sempre, amigos eternos. Uns muiiito antigos, outros antigos e outros não tão antigos... mas todos com um cantinho especial no meu coração, todos a ocuparam-me parte do meu cérebro (que às vezes, confesso, precisava de ser um bocadito mais avantajado), hi, hi, hi... já conhecem a ...
Que posso dizer aos meus amigos?
Primeiro que gosto muito de vocês, que mesmo quando nem sequer suspeitam estão comigo, no meu pensamento, que mesmo quando nem sequer suspeitam estou com vocês, no meu pensamento!
Os meus amigos também me fazem andar para a frente, me fazem viver, me dão abraços e sorrisos, me fazem chorar e ficar com os olhos turvos, sem conseguir ver o que estou a escrever no blog...
Os meus amigos chamam-me tola (só vou pôr aqui o mais soft, ok?), esquisita, nada normal (que gosto de entender como uma coisa boa), com um riso que parece, e passo a citar "a travagem de um carro", mas só quando me rio às gargalhadas (obrigadinha...), resmungona e refilona!
Mas também me chamam gira, cómica, divertida, magricela, mãe muito fixe, boa companhia para estar sem stress...
E eu gosto tanto de vocês, quase independentemente do que me chamarem (mas não abusem)!
Tenho uma amiga que escreve comentários no meu blog que me fazem sempre sorrir, às vezes também chorar porque é "isso mesmo"! Tenho os comentários de um amigo que gosta de viajar sem stress, de passear por uma praia que é segredo, que me passa músicas de que gosto muiiito...
Tenho uma amiga (de sangue...) que vejo muito poucas vezes. Mas quando vem traz sempre um sorriso, um miminho, um docinho, um abraço bom que eu gosto de sentir!
Tenho um amigo que, além de achar o meu riso parecido com o chiar da travagem de um carro (se calhar era camião... oh, pior ainda :) ), me olha nos olhos e percebe o que me vai na alma!
Para vocês, meus amigos, algumas coisas de que gosto.
"O bom do caminho é haver volta.
Para ida sem vinda basta o tempo."
(Curozero Muambo)
"A lua anda devagar
mas atravessa o mundo."
(Provérbio africano)
Sobre as mulheres.
"Longamente bebem
o silêncio
nas próprias mãos"
"Sobre si se debruçam
a escutar
os passos do crepúsculo"
Gosto muito de vocês, meus amigos...
sempre!
:)
domingo, 18 de julho de 2010
A minha...
...Princesa!
A princesa ervilha faz cinco anos!
"Já vais fazer cinco anos...".
Olho-te alta, esguia, tão bonita
Lembro-te ervilhinha dentro da minha barriga
Lembro-te tão pequenina na primeira ecografia...
Lágrimas de felicidade, de surpresa, de curiosidade, de emoção... de um amor que não tem fim!
Sorrisos de um sonhar, de te proteger, de te mimar e abraçar com todo o meu corpo... com toda a minha alma!
Vejo-te nos meus olhos
com os meus olhos...
Vejo-te nos teus olhos
com os teus olhos...
Nos meus olhos com os teus ...
Nos teus olhos com os meus!
Lembro-te aninhada em mim a dormir a tua promeira noite
Noite com sonhos de nuvens de algodão doce cor-de-rosa!
Olho-te, sinto-te, cheiro-te...
Tenho a certeza, desde o primeiro momento
Que não poderia ser outra a minha filha... só tu!
Gosto de te passear
a tua mão na minha mão, a ocupar cada vez mais espaço
Gosto que me passeies
Gosto de te mimar
...de te ver sorrir
... de te fazer rir
...de te abraçar
...de te aninhar
... de te fazer voar
... de te sonhar e fazer sonhar
... e te amar!
Gosto até que amues e faças beicinho e digas: "Pronto, está bem! Mas depois também não vou querer..."
hi, hi, hi... (lembram-se da história do hi?)
Gosto de ti bailarina
Gosto de ti jogadora de Futebol, Basquetebol ou o que quer queiras jogar...
Gosto de ti heroína,
Homem Aranha
Gosto dos teus desenhos
Do teu nome ao contrário
Das tuas invenções
Dos teus saltos gigantes
Das tuas construcções
Dos teus pinos e cambalhotas
Das tuas posições...
"Olha para esta, mãe!"
Gosto-te feliz por ires ver um jogo do Benfica com o pai, os primos grandes e rapazes e o avô
Olhei-te em cima do cavalo, hoje de manhã...
O que foste capaz de fazer!
És mesmo única, minha pequenina.
Gosto dos teus mimos, dos teus beijos, das tuas festas, dos teus abraços do tamanho do mundo!
Gosto de conversar contigo... e tu conversas mesmo!
Gosto das nossas estrelinhas
Das nuvens de algodão doce cor-de-rosa... e de muitas cores mais!
Gosto do teu gelado pereferido...
hum, "cockie"... o meu também.
"Só duas trincas, tá bem?"
"Tá bem miúda!"
Gosto da irmã que és
Não há outra assim
Não podias ter outra irmã que não a pequenita!
Gosto de ti de qualquer forma...
pelo que és ... e não és
pelo que vais ser... e não vais ser!
Gosto de ti... e pronto.
Amo-te... incondicionalmente.
Vou ser sempre o teu ninho
Onde quer que estejas,
o que quer que sejas!
A minha princesa...
... e já vais fazer cinco anos!
:)
A princesa ervilha faz cinco anos!
"Já vais fazer cinco anos...".
Olho-te alta, esguia, tão bonita
Lembro-te ervilhinha dentro da minha barriga
Lembro-te tão pequenina na primeira ecografia...
Lágrimas de felicidade, de surpresa, de curiosidade, de emoção... de um amor que não tem fim!
Sorrisos de um sonhar, de te proteger, de te mimar e abraçar com todo o meu corpo... com toda a minha alma!
Vejo-te nos meus olhos
com os meus olhos...
Vejo-te nos teus olhos
com os teus olhos...
Nos meus olhos com os teus ...
Nos teus olhos com os meus!
Lembro-te aninhada em mim a dormir a tua promeira noite
Noite com sonhos de nuvens de algodão doce cor-de-rosa!
Olho-te, sinto-te, cheiro-te...
Tenho a certeza, desde o primeiro momento
Que não poderia ser outra a minha filha... só tu!
Gosto de te passear
a tua mão na minha mão, a ocupar cada vez mais espaço
Gosto que me passeies
Gosto de te mimar
...de te ver sorrir
... de te fazer rir
...de te abraçar
...de te aninhar
... de te fazer voar
... de te sonhar e fazer sonhar
... e te amar!
Gosto até que amues e faças beicinho e digas: "Pronto, está bem! Mas depois também não vou querer..."
hi, hi, hi... (lembram-se da história do hi?)
Gosto de ti bailarina
Gosto de ti jogadora de Futebol, Basquetebol ou o que quer queiras jogar...
Gosto de ti heroína,
Homem Aranha
Gosto dos teus desenhos
Do teu nome ao contrário
Das tuas invenções
Dos teus saltos gigantes
Das tuas construcções
Dos teus pinos e cambalhotas
Das tuas posições...
"Olha para esta, mãe!"
Gosto-te feliz por ires ver um jogo do Benfica com o pai, os primos grandes e rapazes e o avô
Olhei-te em cima do cavalo, hoje de manhã...
O que foste capaz de fazer!
És mesmo única, minha pequenina.
Gosto dos teus mimos, dos teus beijos, das tuas festas, dos teus abraços do tamanho do mundo!
Gosto de conversar contigo... e tu conversas mesmo!
Gosto das nossas estrelinhas
Das nuvens de algodão doce cor-de-rosa... e de muitas cores mais!
Gosto do teu gelado pereferido...
hum, "cockie"... o meu também.
"Só duas trincas, tá bem?"
"Tá bem miúda!"
Gosto da irmã que és
Não há outra assim
Não podias ter outra irmã que não a pequenita!
Gosto de ti de qualquer forma...
pelo que és ... e não és
pelo que vais ser... e não vais ser!
Gosto de ti... e pronto.
Amo-te... incondicionalmente.
Vou ser sempre o teu ninho
Onde quer que estejas,
o que quer que sejas!
A minha princesa...
... e já vais fazer cinco anos!
:)
quarta-feira, 14 de julho de 2010
São...
duas da manhã!
Não aquela hora que aparece... é sempre a mesma coisa!
:)
Hum, parece que vai ser uma noite de pequenita sempre a acordar!
Não aquela hora que aparece... é sempre a mesma coisa!
:)
Hum, parece que vai ser uma noite de pequenita sempre a acordar!
Como...
... não consigo dormir!
Hoje fui buscar a pequenina ao infantário e fomos ao Porto porque ela tinha que fazer um audiograma e ir ao otorrino (já sabem o resto).
Pelo caminho contou-me todas as peripécias do dia... a falta que fizeram sobre ela quando estava em posse da bola, em como ela caiu ao chão e fez um "dói dói " no joelho, (vês mãe, até tem betadine") ,e eu a tentar espreitar pelo retrovisor, os golos que o Dennis marcou e que rapidamente passaram de dez para um, a equipa que fizeram (pelos vistos jogam todos pela mesma), os cromos de Futebol que vai trocar com o Mateus (ele dá-lhe dois e ela dá-lhe um), o almoço e aquela coisa que comeram à sobremesa (e que eu ainda não descobri o que é), o abraço de uma hora que ela e a Sofia deram ao Dennis pelos (pelo) golo marcado, e tanto mais.
Entrámos na cabine para ela fazer o audiograma, sentei-a ao meu colo e a técnica diz: "Ela é a sua fotocópia... incrível!". A pequenina responde: "E até somos as duas canhotas... ah, e a minha irmã também".
Como sempre a pequenina portou-se muito bem, e até fez um teste que não é costume fazer-se a miúdas da idade dela. Recebeu elogios da técnica, aconchegou-se em mim e deu-me aquele sorriso impossível, que só ela tem...
Fomos ao médico e a cena repete-se... que miúda mesmo fixe!
E estás tão crescida... já vais fazer cinco anos!
Dá-me sempre aquele sorriso impossível, quero sempre aquele sorriso impossível...
Em nuvens de algodão doce cor-de-rosa... enroscada e a dormir! Como preciso...
Hoje fui buscar a pequenina ao infantário e fomos ao Porto porque ela tinha que fazer um audiograma e ir ao otorrino (já sabem o resto).
Pelo caminho contou-me todas as peripécias do dia... a falta que fizeram sobre ela quando estava em posse da bola, em como ela caiu ao chão e fez um "dói dói " no joelho, (vês mãe, até tem betadine") ,e eu a tentar espreitar pelo retrovisor, os golos que o Dennis marcou e que rapidamente passaram de dez para um, a equipa que fizeram (pelos vistos jogam todos pela mesma), os cromos de Futebol que vai trocar com o Mateus (ele dá-lhe dois e ela dá-lhe um), o almoço e aquela coisa que comeram à sobremesa (e que eu ainda não descobri o que é), o abraço de uma hora que ela e a Sofia deram ao Dennis pelos (pelo) golo marcado, e tanto mais.
Entrámos na cabine para ela fazer o audiograma, sentei-a ao meu colo e a técnica diz: "Ela é a sua fotocópia... incrível!". A pequenina responde: "E até somos as duas canhotas... ah, e a minha irmã também".
Como sempre a pequenina portou-se muito bem, e até fez um teste que não é costume fazer-se a miúdas da idade dela. Recebeu elogios da técnica, aconchegou-se em mim e deu-me aquele sorriso impossível, que só ela tem...
Fomos ao médico e a cena repete-se... que miúda mesmo fixe!
E estás tão crescida... já vais fazer cinco anos!
Dá-me sempre aquele sorriso impossível, quero sempre aquele sorriso impossível...
Em nuvens de algodão doce cor-de-rosa... enroscada e a dormir! Como preciso...
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Porque...
... estás surpreendida?
«Ann acenou com a cabeça e suspirou.
- Sabes que mais! Tenho inveja!
- Que disparate! - repreendeu-a Lá. - Isso seria o mesmo que ter inveja de ti mesma! Afinal de contas, uma parte de ti também está ali. Nás somos uma parte de ti. A propósito, não achas que és a única que sonha em andar nas nuvens, pois não?! Anda lá, espreita por este monóculo! - Do colete, retirou um outro pequeno óculo, desta vez esverdeado, e entregou-lho.
Ann espreitou e susteve a respiração: as nuvens estavam apinhadas de anões!»
Hum, é bom ver nuvens apinhadas de anões...
:)
«Ann acenou com a cabeça e suspirou.
- Sabes que mais! Tenho inveja!
- Que disparate! - repreendeu-a Lá. - Isso seria o mesmo que ter inveja de ti mesma! Afinal de contas, uma parte de ti também está ali. Nás somos uma parte de ti. A propósito, não achas que és a única que sonha em andar nas nuvens, pois não?! Anda lá, espreita por este monóculo! - Do colete, retirou um outro pequeno óculo, desta vez esverdeado, e entregou-lho.
Ann espreitou e susteve a respiração: as nuvens estavam apinhadas de anões!»
Hum, é bom ver nuvens apinhadas de anões...
:)
Em pé...
... no baloiço!
Hoje, depois de um dia de trabalho fixe, com colegas e amigos fixes, fui buscar as minhas filhotas.
Bem, voltando um pouco atrás, a manhã começou bem, embora a saída de casa tenha tido o "seu quê" de atribulado. Estávamos já cá fora quando me lembrei de que faltava o chapéu da pequenina. Disse-lhes para esperarem, entrei em casa, peguei no dito chapéu e voltei a sair... e já as duas, enfiadas dentro do elevador desciam em prantos. Eu bem falava e corria, escadas acima, escadas abaixo, sem perceber em que andar elas paravam. Lá voltei ao 3º... e abre-te sésamo. Abraços e beijinhos e secar de lágrimas e miminhos... e lá fomos as três.
Chegadas à praia entrego a pequenina e depois a pequenita, que se agarra a mim com toda a força, num choro inconsolável que me partiu o coração. A educadora preferida não estava lá... e foi vê-la a esticar os bracitos na minha direcção, enquanto me afastava...
Gosto de ir buscar as minhas filhotas ao infantário! Já sei que vou encontrar a pequenina a jogar matrecos ou a jogar Futebol ou a brincar às apanhadinhas ou às escondidas por caminhos nunca antes descobertos. Hoje mostraram-me (ela e dois amiguinhos) um labirinto espectacular no meio dos arbustros e que "ainda por cima tem três entradas, todas elas secretas, tás a ver?".
Subo para ir buscar a pequenita. Entro na sala dos bébés e espreito-a... gosto de a ver sem que me veja! Não dura muito tempo, pois ela espreita, larga o que tem nas mãos, abre os bracitos e com o sorriso mais lindo corre para o meu colo...
Fomos ao parque (eh, eh!). E não há mãos, nem pernas a medir para as correrias, os saltos, os vôos, os equilíbrios, os balanços, as voltas, sei lá mais o quê...
E a pequenita, que imita tudo o que pequenina faz, lá andou de baloiço em pé, muito senhora do seu nariz, toda feliz da vida...
"Sabes, eu e a minha mãe vamos fazer uma viagem... onde é que vamos, mamã? Ah, pois é, a Praga! Mas ainda só temos o bilhete para ir... oh mãe, vamos ter que vir a pé?" Gargalhada feliz... "não , é um bocadito longe!".
"E lá tem castelos e pontes e escadinhas e cantinhos, e... sabes, a minha mamã gosta de se sentar em sítios mágicos, como degraus, pedras, banquinhos, no chão, cantinhos... até nas nuvens ela adora sentar-se e deitar-se (ah????). Ela não gosta muito de se sentar nas cadeiras e assim... e eu sou como ela! Ela contou-me que quando lá esteve se deitou num monte de feno (sabes, aquela palha) que estava num jardim e ficou ali a olhar o céu e a sonhar. Eu também vou fazer o mesmo..."
"Que pena a minha máquina estar estragada! É que acho que nem o meu pai a consegue arranjar. Mas não faz mal, porque a mãe vai levar a dela e deixa-me tirar fotografias. Que fixe!...
Que fixe miúda, é mesmo...
Hoje, depois de um dia de trabalho fixe, com colegas e amigos fixes, fui buscar as minhas filhotas.
Bem, voltando um pouco atrás, a manhã começou bem, embora a saída de casa tenha tido o "seu quê" de atribulado. Estávamos já cá fora quando me lembrei de que faltava o chapéu da pequenina. Disse-lhes para esperarem, entrei em casa, peguei no dito chapéu e voltei a sair... e já as duas, enfiadas dentro do elevador desciam em prantos. Eu bem falava e corria, escadas acima, escadas abaixo, sem perceber em que andar elas paravam. Lá voltei ao 3º... e abre-te sésamo. Abraços e beijinhos e secar de lágrimas e miminhos... e lá fomos as três.
Chegadas à praia entrego a pequenina e depois a pequenita, que se agarra a mim com toda a força, num choro inconsolável que me partiu o coração. A educadora preferida não estava lá... e foi vê-la a esticar os bracitos na minha direcção, enquanto me afastava...
Gosto de ir buscar as minhas filhotas ao infantário! Já sei que vou encontrar a pequenina a jogar matrecos ou a jogar Futebol ou a brincar às apanhadinhas ou às escondidas por caminhos nunca antes descobertos. Hoje mostraram-me (ela e dois amiguinhos) um labirinto espectacular no meio dos arbustros e que "ainda por cima tem três entradas, todas elas secretas, tás a ver?".
Subo para ir buscar a pequenita. Entro na sala dos bébés e espreito-a... gosto de a ver sem que me veja! Não dura muito tempo, pois ela espreita, larga o que tem nas mãos, abre os bracitos e com o sorriso mais lindo corre para o meu colo...
Fomos ao parque (eh, eh!). E não há mãos, nem pernas a medir para as correrias, os saltos, os vôos, os equilíbrios, os balanços, as voltas, sei lá mais o quê...
E a pequenita, que imita tudo o que pequenina faz, lá andou de baloiço em pé, muito senhora do seu nariz, toda feliz da vida...
"Sabes, eu e a minha mãe vamos fazer uma viagem... onde é que vamos, mamã? Ah, pois é, a Praga! Mas ainda só temos o bilhete para ir... oh mãe, vamos ter que vir a pé?" Gargalhada feliz... "não , é um bocadito longe!".
"E lá tem castelos e pontes e escadinhas e cantinhos, e... sabes, a minha mamã gosta de se sentar em sítios mágicos, como degraus, pedras, banquinhos, no chão, cantinhos... até nas nuvens ela adora sentar-se e deitar-se (ah????). Ela não gosta muito de se sentar nas cadeiras e assim... e eu sou como ela! Ela contou-me que quando lá esteve se deitou num monte de feno (sabes, aquela palha) que estava num jardim e ficou ali a olhar o céu e a sonhar. Eu também vou fazer o mesmo..."
"Que pena a minha máquina estar estragada! É que acho que nem o meu pai a consegue arranjar. Mas não faz mal, porque a mãe vai levar a dela e deixa-me tirar fotografias. Que fixe!...
Que fixe miúda, é mesmo...
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Mais...
... uma estrela no céu!
Mais uma estrela que brilha e nos sorri. A minha também avó Amélia.
A avó que faz o melhor pão de ló do mundo, que gosta de contar histórias engraçadas e verdadeiras, que faz rir com uma pequena frase, que não sabe estar quieta e quer sempre lavar a loiça, que adora uma boa cavaqueira, que usa expressões do outro mundo que nos fazem sorrir e sentir bem, tantas vezes refilona, que gosta é de solinho a bater nas costas, de uma mantinha a aconchegar as pernas e outra a tapar as costas, de ler o jornal no café, de receber presentes "vaidosos"... que nos recebe com um sorriso único e um olhar que nos enche...
É a minha também avó!
"Amélia dos olhos doces
Tão pequenina, cheia de frio..."
(Vou descobrir o resto da letra, prometo...).
Para ti, minha avó:
"As coisas há muito já foram vividas:
Há no ar espaços extintos
A forma gravada em vazio
Das vozes e dos gestos que outrora aqui estavam.
E as minhas mãos não podem prender nada.
Sophia de Mello Bryner Andresen
Quando à noite olhar o céu à procura das minhas outras estrelas, sei que também te vou encontar...
Até já, vó Mélia... Vou sempre falar de ti às minhas filhas, tuas netinhas!
:)
Mais uma estrela que brilha e nos sorri. A minha também avó Amélia.
A avó que faz o melhor pão de ló do mundo, que gosta de contar histórias engraçadas e verdadeiras, que faz rir com uma pequena frase, que não sabe estar quieta e quer sempre lavar a loiça, que adora uma boa cavaqueira, que usa expressões do outro mundo que nos fazem sorrir e sentir bem, tantas vezes refilona, que gosta é de solinho a bater nas costas, de uma mantinha a aconchegar as pernas e outra a tapar as costas, de ler o jornal no café, de receber presentes "vaidosos"... que nos recebe com um sorriso único e um olhar que nos enche...
É a minha também avó!
"Amélia dos olhos doces
Tão pequenina, cheia de frio..."
(Vou descobrir o resto da letra, prometo...).
Para ti, minha avó:
"As coisas há muito já foram vividas:
Há no ar espaços extintos
A forma gravada em vazio
Das vozes e dos gestos que outrora aqui estavam.
E as minhas mãos não podem prender nada.
Sophia de Mello Bryner Andresen
Quando à noite olhar o céu à procura das minhas outras estrelas, sei que também te vou encontar...
Até já, vó Mélia... Vou sempre falar de ti às minhas filhas, tuas netinhas!
:)
quarta-feira, 23 de junho de 2010
...só
para que saibam!
Este meu blog está num fuso horário maluco... e são agora 23:18 em Portugal continental.
Certo?
Este meu blog está num fuso horário maluco... e são agora 23:18 em Portugal continental.
Certo?
:)
Hoje...
... perdi-me
Entre algures e ... nenhures
Escrevi ao mundo com letras de nuvens...
Que se desfizeram tão depressa
Que ninguém as percebeu.
Ainda bem!
Hoje afundei-me
Entre palavras e frases e letras
Entre espaços e nada
Entre nada e alguma coisa...
"Um conjunto de moléculas
Postas de acordo
De forma provisional.
Um animal prodigioso
com a delirante obsessão de querer perdurar.
Não deixaremos rastro,
Apenas pó de estrelas"
Jorge Drexler
"- Todo o vosso corpo, desde a ponta de uma asa, até à ponta de outra asa- costumava dizer Fernão-, não é mais do que o vosso próprio pensamento, numa forma que podem ver.
Quebrem as correntes do pensamento e conseguirão quebrar as correntes do corpo...
Mas por muito que falasse, soava como como uma agradável ficção e eles precisavam de dormir."
"- Para ele, o rochedo foi como uma porta dura e gigantesca para um outro mundo.
Primeiro sentiu uma onda de medo e choque, quando a escuridão o envolveu. Depois sentiu-se flutuar num céu estranho, esquecendo, recordando, esquecendo; com medo, dor e tristeza, uma imensa tristeza".
"- És um pássaro louco- disse gentilmente.
Se existe alguém capaz de mostrar a um pássaro no chão como ver a mil e quinhentos metros de distância, esse alguém é Fernão Capelo Gaivota".
... « No paraíso», pensou «não haverá limites.»
As nuvens romperam-se, as companheiras gritaram-lhe:
- Feliz aterragem, Fernão!-
E desapareceram no ar.
Hoje afundei-me
Em letras, palavras e frases
Reli o que já tinha lido
Li o que tinha lido há muito tempo
Não li tudo o que queria ler...
Encontrei-me, perdi-me, encontrei-me...
Perdi-me
Entre algures e... nenhures
E...
Entre algures e ... nenhures
Escrevi ao mundo com letras de nuvens...
Que se desfizeram tão depressa
Que ninguém as percebeu.
Ainda bem!
Hoje afundei-me
Entre palavras e frases e letras
Entre espaços e nada
Entre nada e alguma coisa...
"Um conjunto de moléculas
Postas de acordo
De forma provisional.
Um animal prodigioso
com a delirante obsessão de querer perdurar.
Não deixaremos rastro,
Apenas pó de estrelas"
Jorge Drexler
"- Todo o vosso corpo, desde a ponta de uma asa, até à ponta de outra asa- costumava dizer Fernão-, não é mais do que o vosso próprio pensamento, numa forma que podem ver.
Quebrem as correntes do pensamento e conseguirão quebrar as correntes do corpo...
Mas por muito que falasse, soava como como uma agradável ficção e eles precisavam de dormir."
"- Para ele, o rochedo foi como uma porta dura e gigantesca para um outro mundo.
Primeiro sentiu uma onda de medo e choque, quando a escuridão o envolveu. Depois sentiu-se flutuar num céu estranho, esquecendo, recordando, esquecendo; com medo, dor e tristeza, uma imensa tristeza".
"- És um pássaro louco- disse gentilmente.
Se existe alguém capaz de mostrar a um pássaro no chão como ver a mil e quinhentos metros de distância, esse alguém é Fernão Capelo Gaivota".
... « No paraíso», pensou «não haverá limites.»
As nuvens romperam-se, as companheiras gritaram-lhe:
- Feliz aterragem, Fernão!-
E desapareceram no ar.
Hoje afundei-me
Em letras, palavras e frases
Reli o que já tinha lido
Li o que tinha lido há muito tempo
Não li tudo o que queria ler...
Encontrei-me, perdi-me, encontrei-me...
Perdi-me
Entre algures e... nenhures
E...
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Na terra...
... do nunca!
Foi lá que hoje estive durante um tempo, menos eterno do que queria.
Hoje fui assistir a uma aula aberta do Ballet da pequenina... e a Susana e o Rui.
E foi vê-la sonhar... sou um soldadinho, sou um saltitão, sou uma bailarina, sou um... robot!
Sou eu, mãe, pai, Susana... sou eu... sou eu! E como és, minha princesa!
Os meus olhos enevoaram-se, ficaram cobertos de lágrimas que contive... porque sim, porque só assim podia ser, porque não há no mundo inteiro uma bailarina como a minha, que me apaixona a cada momento, com cada gesto, com cada olhar e sorriso, mesmo que muito escondido, mesmo que muito mostrado...
Nesta terra do nunca alguém espalhou uns pozinhos...
O meu orgulho não coube em nada, em espaço algum, em tempo algum, em imensidão alguma... coube-me na alma, no coração... porque sem tamanho!
A esta terra do nunca volto muitas vezes... menos do que as queria... mais do que as que são permitidas aos grandes!
Foi lá que hoje estive durante um tempo, menos eterno do que queria.
Hoje fui assistir a uma aula aberta do Ballet da pequenina... e a Susana e o Rui.
E foi vê-la sonhar... sou um soldadinho, sou um saltitão, sou uma bailarina, sou um... robot!
Sou eu, mãe, pai, Susana... sou eu... sou eu! E como és, minha princesa!
Os meus olhos enevoaram-se, ficaram cobertos de lágrimas que contive... porque sim, porque só assim podia ser, porque não há no mundo inteiro uma bailarina como a minha, que me apaixona a cada momento, com cada gesto, com cada olhar e sorriso, mesmo que muito escondido, mesmo que muito mostrado...
Nesta terra do nunca alguém espalhou uns pozinhos...
O meu orgulho não coube em nada, em espaço algum, em tempo algum, em imensidão alguma... coube-me na alma, no coração... porque sem tamanho!
A esta terra do nunca volto muitas vezes... menos do que as queria... mais do que as que são permitidas aos grandes!
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Confesso...
...que às vezes não sou muito boa a afastar pensamentos negativos. Sei que já era tempo de o fazer melhor, mas...
Coisas que me deixam feliz
Ouvir e ver o riso das minhas filhas
Abraçar, apertar, dar beijinhos na pequenina e na pequenita, separadamente e ao mesmo tempo
Ver a pequenina a comer "um mousse de chocolate"
Correr, dar pinotes, saltar, escorregar, dar voltas, jogar à bola com elas
Andar descalça na areia da praia, no chão de casa, na relva...
Percorrer ruas e ruelas, caminhos e travessas... olhar para baixo, para cima, para os lados
Descobrir coisas novas em sítios percorridos mil vezes antes, espantar-me e sorrir
Andar no 28, às vezes cheio de gente, outras quase sem ninguém
O cheiro que se sente sempre que chego à minha terra
As ruas de Lisboa ao entardecer, sopradas por uma brisa morna
Ir ao CCB, com tempo e demora... ver, sentir e cheirar
Ir ao Chiado, sentar-me numa esplanada, não fazer nada... fazer tudo
Entrar em lojinhas pequeninas e escolher um fio para o pescoço
Sorrir porque sim... porque não
Sentir um sorriso retribuído
Ir ao cinema e dar-lhe a mão
Ir ao cinema e dar-me a mão
Esparrapatar-me no sofá e ver uma série de que gosto... de que gostamos
Ver um jogo de Basquetebol fixe
Ver um jogo de Futebol fixe
Falar sobre tudo ou sobre nada... com alguém... contigo
Sonhar acordada... sonhar a dormir
Bocejar, ter sono e adormecer
Nadar, nadar, nadar... boiar, mergulhar, sentir o silêncio do fundo!
Correr à chuva
Comer num sítio calmo, sem pressa, com música fixe... sem calor, sem frio
Sentar-me ou deitar-me (na cama de baloiço) do "Artes em partes"... beber um chá (difícil escolher entre os milhares), comer um scone...
Sentar-me num canto, cantinho, degrau, banquinho... num qualquer lado e em lado nenhum
Espreitar a praia da Azarujinha cá de cima... descer as escadas imensas e dar um mergulho no Corvo, quando a maré está cheia
Fazer bolinhas de sabão (que só resultam quando o líquido é o original)!
Jogar Basquetebol... jogar Futebol... jogar com os amigos
Dizer bacoradas, ouvir bacoradas, rir por nada... por tudo
Andar de baloiço, à noite
Olhar o céu e ver-te numa estrela a piscar-me o olho
O abraço sempre quente e protector da minha avó
A casa dela, o banco à janela da cozinha onde gosto de me sentar, o arroz, os peixinhos da horta, a mousse de chocolate... hum!
O barulho do silêncio...
O silêncio oco, sem nada
O silêncio do ruído, no meio do ruído, pleno de
Viagens da minha alma (na minha alma)...
Música estupidamente alta enquanto conduzo, sozinha no carro
Música baixinha enquanto conduzo... sozinha no carro
Ir ao teu lado enquanto conduzes e cruzar as pernas à chinês em cima do banco, pôr os pés em cima do banco ou do tablier...
Abrir os vidros do carro e sentir uma brisa, enquanto passamos numa estradinha em recta ou curva, rodeada de árvores e cheiros bons...
Sentir-me só no meio da multidão... sentir-me acompanhada quando só... sentir-me não só no meio da gente
Viajar, viajar... para um destino mas sem destino
Olhar, sentir, viver outras gentes... outros mundos
Ter saudades dos amigos... estar com os amigos
Tomar duche de água fria, não secar o cabelo, não pentear o cabelo...
Tomar banho de água quente, na casa de banho dos pais, na banheira com aquelas bolinhas, e ficar lá muito tempo com a minha mãe (toda a noite)... disse a minha filhota pequenina!
Descobrir música nova fixe... recordar música ouvida
"Red Trio"... descobrindo irresistíveis turbulências sonoras
Sentir o que alguém me diz... sentir o que me dizes... sentires-me... sentirem-me!
Um amigo dizer-me que é fixe "esplanar" comigo, falar de qualquer coisa ou de nada, coisas simples, sem stress!
"Mamã, já tá?"... brincar aos legos, aos heróis, às quintas com a pequenina, que me está a chamar, por isso...
Tempo sem tempo, coisas simples que me fazem feliz...
Depois volto...
Coisas que me deixam feliz
Ouvir e ver o riso das minhas filhas
Abraçar, apertar, dar beijinhos na pequenina e na pequenita, separadamente e ao mesmo tempo
Ver a pequenina a comer "um mousse de chocolate"
Correr, dar pinotes, saltar, escorregar, dar voltas, jogar à bola com elas
Andar descalça na areia da praia, no chão de casa, na relva...
Percorrer ruas e ruelas, caminhos e travessas... olhar para baixo, para cima, para os lados
Descobrir coisas novas em sítios percorridos mil vezes antes, espantar-me e sorrir
Andar no 28, às vezes cheio de gente, outras quase sem ninguém
O cheiro que se sente sempre que chego à minha terra
As ruas de Lisboa ao entardecer, sopradas por uma brisa morna
Ir ao CCB, com tempo e demora... ver, sentir e cheirar
Ir ao Chiado, sentar-me numa esplanada, não fazer nada... fazer tudo
Entrar em lojinhas pequeninas e escolher um fio para o pescoço
Sorrir porque sim... porque não
Sentir um sorriso retribuído
Ir ao cinema e dar-lhe a mão
Ir ao cinema e dar-me a mão
Esparrapatar-me no sofá e ver uma série de que gosto... de que gostamos
Ver um jogo de Basquetebol fixe
Ver um jogo de Futebol fixe
Falar sobre tudo ou sobre nada... com alguém... contigo
Sonhar acordada... sonhar a dormir
Bocejar, ter sono e adormecer
Nadar, nadar, nadar... boiar, mergulhar, sentir o silêncio do fundo!
Correr à chuva
Comer num sítio calmo, sem pressa, com música fixe... sem calor, sem frio
Sentar-me ou deitar-me (na cama de baloiço) do "Artes em partes"... beber um chá (difícil escolher entre os milhares), comer um scone...
Sentar-me num canto, cantinho, degrau, banquinho... num qualquer lado e em lado nenhum
Espreitar a praia da Azarujinha cá de cima... descer as escadas imensas e dar um mergulho no Corvo, quando a maré está cheia
Fazer bolinhas de sabão (que só resultam quando o líquido é o original)!
Jogar Basquetebol... jogar Futebol... jogar com os amigos
Dizer bacoradas, ouvir bacoradas, rir por nada... por tudo
Andar de baloiço, à noite
Olhar o céu e ver-te numa estrela a piscar-me o olho
O abraço sempre quente e protector da minha avó
A casa dela, o banco à janela da cozinha onde gosto de me sentar, o arroz, os peixinhos da horta, a mousse de chocolate... hum!
O barulho do silêncio...
O silêncio oco, sem nada
O silêncio do ruído, no meio do ruído, pleno de
Viagens da minha alma (na minha alma)...
Música estupidamente alta enquanto conduzo, sozinha no carro
Música baixinha enquanto conduzo... sozinha no carro
Ir ao teu lado enquanto conduzes e cruzar as pernas à chinês em cima do banco, pôr os pés em cima do banco ou do tablier...
Abrir os vidros do carro e sentir uma brisa, enquanto passamos numa estradinha em recta ou curva, rodeada de árvores e cheiros bons...
Sentir-me só no meio da multidão... sentir-me acompanhada quando só... sentir-me não só no meio da gente
Viajar, viajar... para um destino mas sem destino
Olhar, sentir, viver outras gentes... outros mundos
Ter saudades dos amigos... estar com os amigos
Tomar duche de água fria, não secar o cabelo, não pentear o cabelo...
Tomar banho de água quente, na casa de banho dos pais, na banheira com aquelas bolinhas, e ficar lá muito tempo com a minha mãe (toda a noite)... disse a minha filhota pequenina!
Descobrir música nova fixe... recordar música ouvida
"Red Trio"... descobrindo irresistíveis turbulências sonoras
Sentir o que alguém me diz... sentir o que me dizes... sentires-me... sentirem-me!
Um amigo dizer-me que é fixe "esplanar" comigo, falar de qualquer coisa ou de nada, coisas simples, sem stress!
"Mamã, já tá?"... brincar aos legos, aos heróis, às quintas com a pequenina, que me está a chamar, por isso...
Tempo sem tempo, coisas simples que me fazem feliz...
Depois volto...
sábado, 5 de junho de 2010
Oh não...
Depois de tudo escrito não sei o que aconteceu... desapareceu.
Depois volto cá...agora estou muito cansada. Vou apanhar ar para ver se me dá o sono.
Depois volto cá...agora estou muito cansada. Vou apanhar ar para ver se me dá o sono.
A ti...
Não te recordo.
Estás no meu coração, na alma, no pensamento...
Estás em mim e em mim vives enquanto eu viver
Tenho-te especialmente o sorriso
Que se via (vê) e sentia(sente)ao longe
Em todos os dias que vivo
Há um canto em mim para ti
Vejo-te nos jogos de Basquetebol
Nas cartadas na sede do Desportivo
Na biblioteca do liceu onde íamos às vezes (lembras-te da funcionária nazi que passava o tempo a fulminar-nos com o olhar e com um shiu?)
Nos intervalos das aulas
Sentados no chão de fora, encostados à parede
Das conversas, às vezes discussões tornadas (mas fixes)
De como fiquei zangada por teres provocado a minha 1ª lesão a sério, quando saltaste por cima das minhas pernas, apoiadas entre duas bancadas do laboratório de F.Q
Tinha de ser logo "entorse com luxação", muletas durante um mês.
Hi, hi... tranportavas os livros e a mochila, o tabuleiro da cantina... eram só mimos!
Quando passo à tua porta
Oiço música na tua sala
É fixe... Dire Straits, U2, Sérgio Godinho, Trovante...
Rio-me muitas vezes e sempre
Quando te olho vestido com uma camisa de noite minha
Um ursinho também meu na mão
Sim, naquela jantarada em minha casa
Foi muito fixe... as pizzas ficaram tão boas!
e também
As jantaradas e noitadas em casa do Rui... conversas surrealistas, francas, boas...
de amigos para sempre...
Gosto muito do "PRINCIPEZINHO".
Às vezes pareces-me ele...
"Não conseguiu dizer mais nada. Desatou bruscamente a soluçar. A noite caíra. Eu tinha largado as ferramentas. Estava-me nas tintas para o meu martelo, a minha cavilha, a sede e a morte.
Havia, numa estrela, um planeta, o meu, a Terra, um pricipezinho a consolar! Tomei-o nos braços. Embalei-o.Dizia-lhe : «A flor que amas não está em perigo... vou desenhar uma protecção para a tua flor...vou...» Não sabia muito bem o que dizer. Sentia-me muito desajeitado. Não sabia como me aproximar dele, onde juntar-me a ele... O país das lágrimas é tão misterioso!"
"Aquilo que vejo não passa de uma casca. O mais importante é invisível..."
Gosto muito do Mia Couto...
-"Porque demoraste tanto?"
- "Não fui eu, tia. Foi o tempo."
- "É que, assim, acredito que nunca morreu ninguém".
Tu não, meu querido amigo... nunca
Tu não, Zémi... ou Zé Mi (será que alguma vez escrevi o teu nome, ou só o disse?)...
Não, é Zé Mi, eu sei...
Sempre aqui
Estás no meu coração, na alma, no pensamento...
Estás em mim e em mim vives enquanto eu viver
Tenho-te especialmente o sorriso
Que se via (vê) e sentia(sente)ao longe
Em todos os dias que vivo
Há um canto em mim para ti
Vejo-te nos jogos de Basquetebol
Nas cartadas na sede do Desportivo
Na biblioteca do liceu onde íamos às vezes (lembras-te da funcionária nazi que passava o tempo a fulminar-nos com o olhar e com um shiu?)
Nos intervalos das aulas
Sentados no chão de fora, encostados à parede
Das conversas, às vezes discussões tornadas (mas fixes)
De como fiquei zangada por teres provocado a minha 1ª lesão a sério, quando saltaste por cima das minhas pernas, apoiadas entre duas bancadas do laboratório de F.Q
Tinha de ser logo "entorse com luxação", muletas durante um mês.
Hi, hi... tranportavas os livros e a mochila, o tabuleiro da cantina... eram só mimos!
Quando passo à tua porta
Oiço música na tua sala
É fixe... Dire Straits, U2, Sérgio Godinho, Trovante...
Rio-me muitas vezes e sempre
Quando te olho vestido com uma camisa de noite minha
Um ursinho também meu na mão
Sim, naquela jantarada em minha casa
Foi muito fixe... as pizzas ficaram tão boas!
e também
As jantaradas e noitadas em casa do Rui... conversas surrealistas, francas, boas...
de amigos para sempre...
Gosto muito do "PRINCIPEZINHO".
Às vezes pareces-me ele...
"Não conseguiu dizer mais nada. Desatou bruscamente a soluçar. A noite caíra. Eu tinha largado as ferramentas. Estava-me nas tintas para o meu martelo, a minha cavilha, a sede e a morte.
Havia, numa estrela, um planeta, o meu, a Terra, um pricipezinho a consolar! Tomei-o nos braços. Embalei-o.Dizia-lhe : «A flor que amas não está em perigo... vou desenhar uma protecção para a tua flor...vou...» Não sabia muito bem o que dizer. Sentia-me muito desajeitado. Não sabia como me aproximar dele, onde juntar-me a ele... O país das lágrimas é tão misterioso!"
"Aquilo que vejo não passa de uma casca. O mais importante é invisível..."
Gosto muito do Mia Couto...
-"Porque demoraste tanto?"
- "Não fui eu, tia. Foi o tempo."
- "É que, assim, acredito que nunca morreu ninguém".
Tu não, meu querido amigo... nunca
Tu não, Zémi... ou Zé Mi (será que alguma vez escrevi o teu nome, ou só o disse?)...
Não, é Zé Mi, eu sei...
Sempre aqui
Porque meu...
Refúgio de vida
Refúgio de morte
Refúgio de ti... de mim
Refúgio de ti em mim
Para estar... não estar
Para ser... não ser
Para esconder.. aparecer
Refúgio porque sim
e porque não
Refúgio... porque meu
De braços, colo, carinho, mimo
Refúgio para... onde fugir
Esconder... aparecer.
Refúgio porque
para viver!
Refúgio morno
de lágrimas, de risos, de sorrisos
de olhares, de tocar, de sentir, de estar, de ser...
(4-6-2010)
Refúgio de morte
Refúgio de ti... de mim
Refúgio de ti em mim
Para estar... não estar
Para ser... não ser
Para esconder.. aparecer
Refúgio porque sim
e porque não
Refúgio... porque meu
De braços, colo, carinho, mimo
Refúgio para... onde fugir
Esconder... aparecer.
Refúgio porque
para viver!
Refúgio morno
de lágrimas, de risos, de sorrisos
de olhares, de tocar, de sentir, de estar, de ser...
(4-6-2010)
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Ainda e sempre... das crianças!
"Eu acho que os adultos, às vezes, vivem muito separados uns dos outros".
(Inês, 10 anos)
"Não gosto quando se armam em grandes. Eu acho que eles não são grande coisa".
(Marta, 9 anos)
"Acho que os adultos ouvem pouco as crianças".
(Bernardo, 7 anos)
"Não gosto que o meu pai esteja sempre no meu quarto. Ele desarruma-me tudo. Vai brincar e naõ arruma nada".
(Ricardo, 6 anos)
"Eu acho que é preciso sermos muito compreensivos com os adultos".
(Beatriz, 12 anos)
"Eu acho que às vezes, os adultos são um pouco como os ets".
(Cris, 42 anos)
"Eu acho que os adultos devem brincar muitas vezes com os meninos".
(Princesa Ervilha, 4 anos)
"Eu acho que os adultos deviam ser mais tempo crianças. Ah, e deviam ter um parque com árvores, baloiços, balancés, escorregas, relva e pedrinhas em todos os locais de trabalho".
(Cris, 42 anos)
"Eu acho que os adultos gostam muito de dar beijinhos. Eu gosto especialmente dos da minha mãe".
(Princesa Ervilha, 4 anos)
"Eu acho que os adultos devem tratar das feridas dos meninos quando estes se aleijam. E não se esquecerem de tratar das deles".
(Princesa Ervilha, 4 anos)
"Eu acho que os adultos devem cuidar dos seus animais e de irem sempre ver as galinhas e tirarem o ovo".
(Princesa Ervilha, 4 anos)
... e tirarem o ovo?
Hi, hi, hi... é tão bom ser criança!
(Inês, 10 anos)
"Não gosto quando se armam em grandes. Eu acho que eles não são grande coisa".
(Marta, 9 anos)
"Acho que os adultos ouvem pouco as crianças".
(Bernardo, 7 anos)
"Não gosto que o meu pai esteja sempre no meu quarto. Ele desarruma-me tudo. Vai brincar e naõ arruma nada".
(Ricardo, 6 anos)
"Eu acho que é preciso sermos muito compreensivos com os adultos".
(Beatriz, 12 anos)
"Eu acho que às vezes, os adultos são um pouco como os ets".
(Cris, 42 anos)
"Eu acho que os adultos devem brincar muitas vezes com os meninos".
(Princesa Ervilha, 4 anos)
"Eu acho que os adultos deviam ser mais tempo crianças. Ah, e deviam ter um parque com árvores, baloiços, balancés, escorregas, relva e pedrinhas em todos os locais de trabalho".
(Cris, 42 anos)
"Eu acho que os adultos gostam muito de dar beijinhos. Eu gosto especialmente dos da minha mãe".
(Princesa Ervilha, 4 anos)
"Eu acho que os adultos devem tratar das feridas dos meninos quando estes se aleijam. E não se esquecerem de tratar das deles".
(Princesa Ervilha, 4 anos)
"Eu acho que os adultos devem cuidar dos seus animais e de irem sempre ver as galinhas e tirarem o ovo".
(Princesa Ervilha, 4 anos)
... e tirarem o ovo?
Hi, hi, hi... é tão bom ser criança!
Sítio...
Há um sítio onde o escuro não chegou
Um cantinho onde gosto de estar
Há um sítio para onde podes fugir
Não é longe nem perto de ti
É algures... nenhures...
Onde te sonho acordada
Onde acordo a sonhar-te
Não existe tempo
Não existem horas, minutos, segundos
Não está frio nem calor
Apenas uma brisa morna
Traz-nos cheiros de que nos lembramos
Outros de que nos esquecemos
Traz-me um toque sentido...
Outro arrependido
Traz-me a mim o de ti...
Esconde-te em mim
"Porque a alma não é pequena..."
Um cantinho onde gosto de estar
Há um sítio para onde podes fugir
Não é longe nem perto de ti
É algures... nenhures...
Onde te sonho acordada
Onde acordo a sonhar-te
Não existe tempo
Não existem horas, minutos, segundos
Não está frio nem calor
Apenas uma brisa morna
Traz-nos cheiros de que nos lembramos
Outros de que nos esquecemos
Traz-me um toque sentido...
Outro arrependido
Traz-me a mim o de ti...
Esconde-te em mim
"Porque a alma não é pequena..."
terça-feira, 1 de junho de 2010
Gosto de...
... ser criança!
Andar de baloiço
Brincar às escondidas
Deslizar no tubo e no escorrega
Sentar-me nos cantinhos das ruas
Experimentar mil bancos espalhados
Jogar à macaca nos desenhos das calçadas...
Meter o dedo na massa do bolo de chocolate
Entornar o leite por ser desastrada!
Molhar bolacha Maria no leite morno
Fazer luas, raspando os dentes na bolacha Maria...
Fazer equilíbrio nos muros e troncos
Amuar porque sim... porque não.
Olhar para as nuvens e adivinhar-lhes as formas
Ver uma estrela e pedir um desejo
Andar descalça na areia da praia
Molhar os pés e as pernas na água do mar
Fazer desenhos na areia da praia
Fugir das ondas para não me apanharem...
Deitar-me de papo para o ar... no chão, na areia, na relva, onde for...
Chapinhar na água do mar... voltar a chapinhar e saltar como um pato
Saltinhos ridículos mas que me fazem feliz!
Espreitar por entre os dedos das mãos
Ter medo... e voltar a ter medo
Sentir-me segura porque alguém o faz
Sentir-me protegida porque alguém o faz
Cheirar o cheiro da casa da avó
Cheirar o cheiro da comida da avó
Ficar à janela da cozinha da avó... de dia, mais de noite e...
... sentir-me em paz, com saudade
Cair à água e afundar-me de riso
Comer uma bola de Berlim grande e com creme... lamber os dedos
Fazer o pino, dar cambalhotas, saltar à corda
Dar a mão a alguém com uma mão maior do que a minha
Rebolar na areia da praia até chegar à água
Fazer castelos e caminhos... cobertos de algas e conchinhas
Andar de carrossel
Fazer bolas com pastilhas elásticas
Andar de tranças...
Sonhar com castelos, fadas, duendes, algodão doce cor de rosa e de muitas cores
Sonhar que brinco, que salto, que rio
Brincar, saltar, rir, "gargalhar"
Chorar por ter tido um sonho mau
Corar por alguém dizer que era gira...
Sonhar com um príncipe... que era só meu
Adormecer no sofá enrolada na mantinha
Ver desenhos animados de que gosto
Rir até não aguentar mais por me estarem a fazer cócegas
Vestir a minha roupa preferida... calções, t.shirt, nada nos pés... tranças
... e tanto, tanto mais!
O meu pai dava-me sempre uma prenda no dia da criança...
Continua a dar-me... é um nosso segredo!
Quero ser sempre criança...
Vou ser sempre criança!
Hoje, neste dia da criança
Vou ver as minhas filhas a brincarem
Vou brincar com elas
Vou vê-las a crescer para serem sempre pequeninas
Vou ser criança como elas...
Que bom!
Hoje, neste dia da criança
Vou dar um xi de parabéns muito apertado
A um dos meus irmãos, também
Muito fixe...
Gosto muiiito de ti (olá Fernando)! :)
Hoje, neste dia da criança
Vou "amadrinhar" uma criança de Moçambique, outra de Angola
Alguma de algures
Dar-lhes mimo com sorrisos e beijos e xis
Que chegam por cartas e desenhos...
Quem sabe um dia, lá...
Quero que sejam muitas vezes
CRIANÇAS!
Sejam muitas vezes CRIANÇAS...
Andar de baloiço
Brincar às escondidas
Deslizar no tubo e no escorrega
Sentar-me nos cantinhos das ruas
Experimentar mil bancos espalhados
Jogar à macaca nos desenhos das calçadas...
Meter o dedo na massa do bolo de chocolate
Entornar o leite por ser desastrada!
Molhar bolacha Maria no leite morno
Fazer luas, raspando os dentes na bolacha Maria...
Fazer equilíbrio nos muros e troncos
Amuar porque sim... porque não.
Olhar para as nuvens e adivinhar-lhes as formas
Ver uma estrela e pedir um desejo
Andar descalça na areia da praia
Molhar os pés e as pernas na água do mar
Fazer desenhos na areia da praia
Fugir das ondas para não me apanharem...
Deitar-me de papo para o ar... no chão, na areia, na relva, onde for...
Chapinhar na água do mar... voltar a chapinhar e saltar como um pato
Saltinhos ridículos mas que me fazem feliz!
Espreitar por entre os dedos das mãos
Ter medo... e voltar a ter medo
Sentir-me segura porque alguém o faz
Sentir-me protegida porque alguém o faz
Cheirar o cheiro da casa da avó
Cheirar o cheiro da comida da avó
Ficar à janela da cozinha da avó... de dia, mais de noite e...
... sentir-me em paz, com saudade
Cair à água e afundar-me de riso
Comer uma bola de Berlim grande e com creme... lamber os dedos
Fazer o pino, dar cambalhotas, saltar à corda
Dar a mão a alguém com uma mão maior do que a minha
Rebolar na areia da praia até chegar à água
Fazer castelos e caminhos... cobertos de algas e conchinhas
Andar de carrossel
Fazer bolas com pastilhas elásticas
Andar de tranças...
Sonhar com castelos, fadas, duendes, algodão doce cor de rosa e de muitas cores
Sonhar que brinco, que salto, que rio
Brincar, saltar, rir, "gargalhar"
Chorar por ter tido um sonho mau
Corar por alguém dizer que era gira...
Sonhar com um príncipe... que era só meu
Adormecer no sofá enrolada na mantinha
Ver desenhos animados de que gosto
Rir até não aguentar mais por me estarem a fazer cócegas
Vestir a minha roupa preferida... calções, t.shirt, nada nos pés... tranças
... e tanto, tanto mais!
O meu pai dava-me sempre uma prenda no dia da criança...
Continua a dar-me... é um nosso segredo!
Quero ser sempre criança...
Vou ser sempre criança!
Hoje, neste dia da criança
Vou ver as minhas filhas a brincarem
Vou brincar com elas
Vou vê-las a crescer para serem sempre pequeninas
Vou ser criança como elas...
Que bom!
Hoje, neste dia da criança
Vou dar um xi de parabéns muito apertado
A um dos meus irmãos, também
Muito fixe...
Gosto muiiito de ti (olá Fernando)! :)
Hoje, neste dia da criança
Vou "amadrinhar" uma criança de Moçambique, outra de Angola
Alguma de algures
Dar-lhes mimo com sorrisos e beijos e xis
Que chegam por cartas e desenhos...
Quem sabe um dia, lá...
Quero que sejam muitas vezes
CRIANÇAS!
Sejam muitas vezes CRIANÇAS...
quinta-feira, 27 de maio de 2010
O meu porto de abrigo...
... o meu porto de chegada, o meu porto de partida!
As minhas filhas
são a minha maior aventura
Nelas me aninho, me aconchego
A elas susurro o meu amor
Por elas encontro energia e vontade
quando penso e sinto já não haver...
Nelas 8e por elas) sorrio, me rio
me deito onde for, faço o pino ou cambalhotas
ou saltos de Homem Aranha...
Nelas me vejo , me revejo
Por elas eu cresço, sou melhor, sou mais forte
Por elas sou mais meiga, mais paciente, mais...
Por elas e com elas vou ao fim do mundo
Onde quer que este seja, onde quer que esteja
A elas aconchego-as na caminha
Faço festas e festinhas
Dou beijos, sinto-lhes o cheiro
Abraço e aperto, encosto-me, amasso-as...
A elas vejo-as crescer
Cada dia, cada minuto, cada instante...
Não penso nelas grandes
Não as imagino mais velhas
Penso nelas agora... não lhes imagino um futuro traçado
Apenas lhes quero um agora feliz!
Cada instante sonhado
Cada passo conquistado
Com o agora vem o futuro
nelas desejado, por elas traçado.
Um depois onde vão ser o que quiserem ser
Uma "condição" apenas
Serem elas mesmas, iguais ao que sempre foram e serão
na alma, no coração, no olhar, no estar
Com uma certeza apenas
a de que estarei sempre aqui e lá
onde quer que seja
Com elas e por elas
Com outra certeza apenas
a de que ele estará sempre aqui e lá
onde quer que seja
com elas e por elas...
As minhas filhas
são a minha maior aventura
Nelas me aninho, me aconchego
A elas susurro o meu amor
Por elas encontro energia e vontade
quando penso e sinto já não haver...
Nelas 8e por elas) sorrio, me rio
me deito onde for, faço o pino ou cambalhotas
ou saltos de Homem Aranha...
Nelas me vejo , me revejo
Por elas eu cresço, sou melhor, sou mais forte
Por elas sou mais meiga, mais paciente, mais...
Por elas e com elas vou ao fim do mundo
Onde quer que este seja, onde quer que esteja
A elas aconchego-as na caminha
Faço festas e festinhas
Dou beijos, sinto-lhes o cheiro
Abraço e aperto, encosto-me, amasso-as...
A elas vejo-as crescer
Cada dia, cada minuto, cada instante...
Não penso nelas grandes
Não as imagino mais velhas
Penso nelas agora... não lhes imagino um futuro traçado
Apenas lhes quero um agora feliz!
Cada instante sonhado
Cada passo conquistado
Com o agora vem o futuro
nelas desejado, por elas traçado.
Um depois onde vão ser o que quiserem ser
Uma "condição" apenas
Serem elas mesmas, iguais ao que sempre foram e serão
na alma, no coração, no olhar, no estar
Com uma certeza apenas
a de que estarei sempre aqui e lá
onde quer que seja
Com elas e por elas
Com outra certeza apenas
a de que ele estará sempre aqui e lá
onde quer que seja
com elas e por elas...
quarta-feira, 26 de maio de 2010
"Sai mesmo ao pai..."
"É mesmo parecida com o pai..."
Ouvia-o constantemente em miúda! Sentia um orgulho tão grande, tão "enorme"!
"Pareces mesmo uma índia"!
Talves pelas tranças escuras, pelo moreno, pelas feições.
Sentavas-me no teu colo e ensinavas-me músicas giras, às vezes um pouco estranhas, algumas da tua meninice. Eu aprendia e depois cantarolávamos os dois (nas viagens de carro, nos passeios pela sombrinha, a tua mão enorme a agarrar a minha, enquanto me empurravas no baloiço).
Também me contavas histórias, algumas de História mesmo, outras da tua infância (as tuas preferidas), umas inventadas outras sonhadas...
Sentia-me importante quando me levavas à caça... "shiu, não podes fazer nenhum barulho, está bem?". Mas sabes, detestava a parte em que apanhavas as lebres... tapava sempre os ouvidos e fechava sempre os olhos!
Pareces filha de uma preta, dizias tu e a mãe. Isso sempre me intrigou...às vezes conseguia ficar mais ou menos chateada. Era a cor da pele, o andar sempre descalça, os pés picados por aquelas formigas gigantes, ir para as cubatas comer pirão à mão (hum, que bom que era...)
E aquela "ondulação" de montanha russa, na estrada para Benguela, mesmo à chegada, que percorrias depressa para nos fazer rir e gritar, pelas cócegas que provocava nas barrigas (se calhar só nas nossas) e que voltavas a percorrer, para a frente e para trás,até já ser demais voltar a percorrê-la, porque tínhamos de chegar ao nosso destino.
Lembras-te quando me pegaste e atiraste (sim, literalmente) para o meio da piscina das águas quentes? O único pensamento que me ocorre é este: "Bem, a miúda é maria-rapaz, índia, filha de preta, desenrascada... vai concerteza aprender a nadar".
Hi, hi (sei que se escreve ao contrário, mas eu gosto assim, só para que fique bem claro...nunca o tinha dito, se calhar vocês não sabiam!
O certo é que resultou... virei peixinho dentro de um aquário, do tamanho dos mares e rios e lagos e ...do mundo!
"Paiii, quantos kilómetros faltam?". "Ainda falta muito?". Tínhamos acabado de sair... a pergunta repetia-se por si mesma, de muito pouco em muito pouco tempo...
Tenho tantas saudades das viagens!
"Eu quero aquele gelado que vem no meio de duas bolachas grandes... não é das redondas!". Nunca mais comi gelados tão bons... um dia destes ainda vou descobri-lo novamente e comê-lo com a minha boca de criança...
"Logo parece que vamos ter feijoada"... oh pai, esta eu nunca percebi! Dizias-me quando eu amuava, e amuava ainda mais. Às vezes ficava uma eternidade sem te falar (não sei se horas ou dias, ou apenas minutos)... no final conseguias sempre estragar-me o esquema do amúo e fazer-me rir, mesmo não querendo... ou se calhar querendo mesmo muito.
"Já podes andar na bicicleta do teu irmão... a grande (a mim parecia-me gigante), sem rodas atrás". "Vá, eu empurro e tu começas a pedalar... e olha sempre para a frente"... e não é que resultou!
Também aprendi a fazer descidas vertiginosas naquela bicicleta, mas disso escrevo mais à frente, no capítulo do irmão mais velho.
Pai, vou parar um bocadinho... logo à noite (como em todas) estou contigo, quando olhar para o céu escuro e me piscares o olho daquela tua estrela, a que brilha mais que todas as outras...
Amo-te muito... e saudades! Nunca consigo pensar-te e sentir-te sem que lágrimas não me deslizem pela cara.
Até já...
Este vai ser um cantinho algo confuso, às vezes estranho... saltanto de alma em alma, de coração em coração, voltando atrás às vezes, voltando ao mesmo muitas vezes...
"É mesmo parecida com o pai..."
Ouvia-o constantemente em miúda! Sentia um orgulho tão grande, tão "enorme"!
"Pareces mesmo uma índia"!
Talves pelas tranças escuras, pelo moreno, pelas feições.
Sentavas-me no teu colo e ensinavas-me músicas giras, às vezes um pouco estranhas, algumas da tua meninice. Eu aprendia e depois cantarolávamos os dois (nas viagens de carro, nos passeios pela sombrinha, a tua mão enorme a agarrar a minha, enquanto me empurravas no baloiço).
Também me contavas histórias, algumas de História mesmo, outras da tua infância (as tuas preferidas), umas inventadas outras sonhadas...
Sentia-me importante quando me levavas à caça... "shiu, não podes fazer nenhum barulho, está bem?". Mas sabes, detestava a parte em que apanhavas as lebres... tapava sempre os ouvidos e fechava sempre os olhos!
Pareces filha de uma preta, dizias tu e a mãe. Isso sempre me intrigou...às vezes conseguia ficar mais ou menos chateada. Era a cor da pele, o andar sempre descalça, os pés picados por aquelas formigas gigantes, ir para as cubatas comer pirão à mão (hum, que bom que era...)
E aquela "ondulação" de montanha russa, na estrada para Benguela, mesmo à chegada, que percorrias depressa para nos fazer rir e gritar, pelas cócegas que provocava nas barrigas (se calhar só nas nossas) e que voltavas a percorrer, para a frente e para trás,até já ser demais voltar a percorrê-la, porque tínhamos de chegar ao nosso destino.
Lembras-te quando me pegaste e atiraste (sim, literalmente) para o meio da piscina das águas quentes? O único pensamento que me ocorre é este: "Bem, a miúda é maria-rapaz, índia, filha de preta, desenrascada... vai concerteza aprender a nadar".
Hi, hi (sei que se escreve ao contrário, mas eu gosto assim, só para que fique bem claro...nunca o tinha dito, se calhar vocês não sabiam!
O certo é que resultou... virei peixinho dentro de um aquário, do tamanho dos mares e rios e lagos e ...do mundo!
"Paiii, quantos kilómetros faltam?". "Ainda falta muito?". Tínhamos acabado de sair... a pergunta repetia-se por si mesma, de muito pouco em muito pouco tempo...
Tenho tantas saudades das viagens!
"Eu quero aquele gelado que vem no meio de duas bolachas grandes... não é das redondas!". Nunca mais comi gelados tão bons... um dia destes ainda vou descobri-lo novamente e comê-lo com a minha boca de criança...
"Logo parece que vamos ter feijoada"... oh pai, esta eu nunca percebi! Dizias-me quando eu amuava, e amuava ainda mais. Às vezes ficava uma eternidade sem te falar (não sei se horas ou dias, ou apenas minutos)... no final conseguias sempre estragar-me o esquema do amúo e fazer-me rir, mesmo não querendo... ou se calhar querendo mesmo muito.
"Já podes andar na bicicleta do teu irmão... a grande (a mim parecia-me gigante), sem rodas atrás". "Vá, eu empurro e tu começas a pedalar... e olha sempre para a frente"... e não é que resultou!
Também aprendi a fazer descidas vertiginosas naquela bicicleta, mas disso escrevo mais à frente, no capítulo do irmão mais velho.
Pai, vou parar um bocadinho... logo à noite (como em todas) estou contigo, quando olhar para o céu escuro e me piscares o olho daquela tua estrela, a que brilha mais que todas as outras...
Amo-te muito... e saudades! Nunca consigo pensar-te e sentir-te sem que lágrimas não me deslizem pela cara.
Até já...
Este vai ser um cantinho algo confuso, às vezes estranho... saltanto de alma em alma, de coração em coração, voltando atrás às vezes, voltando ao mesmo muitas vezes...
Só às vezes...
Este é o meu mundo
O mundo em que me resguardo e me aninho
O mundo do meu outro alguém, esse meu avesso
O mundo das minhas filhas, um pouco de mim, um pouco delas, um pouco como elas, um pouco como ele...
O mundo do meu pai, ausente, sempre em mim, comigo e por mim
Do meu querido avô, em conversa curriqueira, ao sabor de um bacalhau regado com um copinho, sentado com o meu pai, em duas estrelas de cadeira e uma nuvem de mesa...
Da minha mãe, sempre pronta a acudir, esquecendo-se tantas vezes dela mesma... o meu regaço
De todos os meus irmãos, cada um tão diferente, cada um tão especial, todos iguais
Da minha avó, mãe duas vezes, que tenho e me tem no coração, sempre, sempre...
Dos irmãos e irmãs do meu avesso, um cantinho carinhoso e de afectos no meu coração
Dos meus outros "pais" que sei me quererem como "filha", que sei lhes querer com amor
Dos meus amigos, com quem estou e sou todos os dias, mesmo sem estar...mesmo sem ver.
O mundo em que me resguardo e me aninho
O mundo do meu outro alguém, esse meu avesso
O mundo das minhas filhas, um pouco de mim, um pouco delas, um pouco como elas, um pouco como ele...
O mundo do meu pai, ausente, sempre em mim, comigo e por mim
Do meu querido avô, em conversa curriqueira, ao sabor de um bacalhau regado com um copinho, sentado com o meu pai, em duas estrelas de cadeira e uma nuvem de mesa...
Da minha mãe, sempre pronta a acudir, esquecendo-se tantas vezes dela mesma... o meu regaço
De todos os meus irmãos, cada um tão diferente, cada um tão especial, todos iguais
Da minha avó, mãe duas vezes, que tenho e me tem no coração, sempre, sempre...
Dos irmãos e irmãs do meu avesso, um cantinho carinhoso e de afectos no meu coração
Dos meus outros "pais" que sei me quererem como "filha", que sei lhes querer com amor
Dos meus amigos, com quem estou e sou todos os dias, mesmo sem estar...mesmo sem ver.
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